Para Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, a vitória da Liderroll nos Estados Unidos, após um rigoroso processo de análises técnicas e jurídicas, atesta o caráter disruptivo da engenharia nacional. A patente concedida garante exclusividade até 2030 para o fabrico e instalação de suportes côncavos especificamente desenhados para túneis construídos por TBM (Tatuzão).
O diferencial que convenceu os examinadores americanos reside na capacidade da peça de anular esforços mecânicos indesejados, transformando tensões que poderiam desestabilizar a estrutura do túnel em forças de compressão pura contra as paredes de concreto e rocha.
Engenharia de precisão contra o colapso estrutural
Conforme explica Paulo Roberto Gomes Fernandes, presidente da Liderroll, o reconhecimento americano valida uma solução que é vital para a integridade de túneis profundos. Métodos tradicionais, como mãos-francesas ou tripés, geram vetores de arrancamento e tração na parte superior do túnel, elevando o risco de falhas estruturais.
A tecnologia inovadora da Liderroll introduz estruturas autoresolvidas, nas quais as forças resultantes se anulam internamente, resultando em uma convergência para uma compressão segura e eficiente. Essa inovação revolucionária permite que dutos e tubulações de infraestrutura, incluindo sistemas de metrôs e saneamento, sejam instalados com um nível de estabilidade e segurança que nunca antes foi alcançado na indústria.
Um portfólio estratégico em projetos globais
A importância desta patente reflete-se na economia de escala e na preservação ambiental de grandes empreendimentos. Com a tecnologia brasileira, gasodutos e oleodutos podem cortar cadeias de montanhas imensas, incluindo o Himalaia e as Rocky Mountains, por meio de túneis, em vez de contorná-las.

Como sugere Paulo Roberto Gomes Fernandes, presidente da Liderroll, isso evita o aumento exponencial de custos, prazos e, principalmente, a devastação de florestas nativas. A Liderroll já provou essa eficácia em projetos críticos no Brasil, como o OCEVAP, em que lançou dois novos dutos sobre uma linha viva pressurizada a 105 kg, demonstrando que a complexidade é o terreno onde a empresa melhor opera.
A Liderroll realmente consegue transformar a dinâmica estrutural das obras superiores aos métodos convencionais?
A superioridade técnica da Liderroll em relação ao método convencional reside na sua capacidade de transformar a dinâmica estrutural da obra, convertendo os esforços mecânicos (que antes geravam vetores de tração e risco de arrancamento) em compressão pura.
Como elucida Paulo Roberto Gomes Fernandes, enquanto as técnicas tradicionais oferecem riscos de desestabilização localizada e exigem a devastação de áreas verdes para contornar obstáculos naturais, a tecnologia brasileira reforça a integridade das aduelas de concreto, permitindo a passagem segura por túneis em montanhas com impacto ambiental nulo. Respaldada por uma exclusividade total até 2030 nos Estados Unidos, a Liderroll substitui um mercado fragmentado e arcaico por uma solução de vanguarda que protege tanto a infraestrutura quanto o ecossistema.
Perspectiva para 2026: Liderança e reconhecimento
Como conclui Paulo Roberto Gomes Fernandes, hoje a Liderroll atua em projetos estratégicos em países como Canadá, China, Rússia, Índia e Jordânia, sendo a única detentora da tecnologia de roletes motrizes e suportação côncava reconhecida internacionalmente. Assim, a patente americana transcendeu a mera formalidade burocrática, representando uma validação significativa de que a criatividade brasileira se configura como uma ferramenta essencial e indispensável para a concretização e viabilização da infraestrutura energética do século XXI.
Essa inovação não apenas assegura a segurança operacional em diversos contextos, mas também promove um profundo respeito pelo meio ambiente em uma escala global, refletindo o compromisso do Brasil com práticas sustentáveis e responsáveis que beneficiam tanto a sociedade quanto o planeta.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

