Estado mantém liderança nacional no setor, impulsionado pela alta expressiva no preço do ouro
O setor mineral de Minas Gerais confirmou, no primeiro semestre de 2026, sua posição de destaque na economia nacional. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), o estado faturou R$ 57,6 bilhões no período, mantendo a liderança entre os estados brasileiros no setor (fonte: Por Dentro de Minas).
O desempenho nacional do setor mineral
No Brasil como um todo, o setor mineral registrou faturamento de R$ 150,7 bilhões no primeiro semestre de 2026, um avanço de 8,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Isso significa que Minas Gerais respondeu por uma fatia expressiva de todo o faturamento nacional do setor, reforçando seu papel como principal polo de mineração do país.
O ouro como principal motor do crescimento
Entre os minerais que impulsionaram esse resultado, o ouro se destacou com um crescimento de 44,2% no faturamento nacional, refletindo a valorização expressiva do metal no mercado internacional ao longo do primeiro semestre do ano. Minas Gerais, que concentra parte relevante da produção aurífera do país, foi diretamente beneficiada por esse movimento, somando-se ao desempenho já consolidado de minerais tradicionais do estado, como ferro e nióbio.
Esse cenário de valorização do ouro não é exclusivo do mercado brasileiro: analistas internacionais têm associado o movimento a uma busca por ativos considerados mais seguros em meio a incertezas econômicas globais, o que ajuda a explicar por que a commodity registrou uma alta tão acentuada em um intervalo de apenas seis meses.
Um estado com posição estratégica em minerais críticos
Além do ferro, do ouro e do nióbio, minerais historicamente associados à economia mineira, o estado também vem ganhando espaço na produção de lítio, mineral considerado estratégico para a transição energética global, por ser insumo essencial na fabricação de baterias para veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia. Essa diversificação da pauta mineral ajuda a explicar por que Minas Gerais segue atraindo investimentos relevantes para o setor, mesmo em um cenário de oscilações no mercado internacional de commodities.
As projeções de investimento para os próximos anos
Segundo o Ibram, o setor mineral brasileiro mantém uma previsão de investimentos de US$ 76,9 bilhões entre 2026 e 2030, volume que deve beneficiar diretamente estados com forte vocação mineral, como Minas Gerais. Esses recursos tendem a se concentrar tanto na ampliação da capacidade produtiva de minas já em operação quanto no desenvolvimento de novos projetos ligados a minerais estratégicos para a transição energética.
O peso do setor na economia mineira
A força do setor mineral segue sendo um dos pilares centrais da economia de Minas Gerais, contribuindo de forma significativa para a arrecadação estadual, a geração de empregos e o dinamismo econômico de regiões historicamente dependentes da atividade extrativa, como o Quadrilátero Ferrífero e áreas do Norte de Minas ligadas à mineração de metais preciosos. Esse dinamismo regional também tem efeito indireto sobre setores como comércio, serviços e construção civil nas cidades onde a mineração é a principal atividade econômica.
O que esperar do setor para o segundo semestre
Para o restante de 2026, a expectativa de analistas do setor é que o desempenho da mineração mineira continue atrelado ao comportamento dos preços internacionais de commodities, especialmente do ouro e do minério de ferro. Caso a valorização desses minerais se mantenha, Minas Gerais deve consolidar ainda mais sua posição de liderança nacional no faturamento do setor mineral ao longo do ano.
Fontes:
