Alguns problemas de saúde associados ao envelhecimento podem ser agravados por hábitos presentes na rotina, muitas vezes sem que a pessoa perceba sua influência. Doutor Yuri Silva Portela, pós-graduado em geriatria, observa que alimentação desequilibrada, sedentarismo, uso inadequado de medicamentos, sono irregular e pouca atenção às consultas estão entre os comportamentos que podem aumentar riscos evitáveis. Identificar essas práticas e compreender seus efeitos permite adotar medidas preventivas capazes de proteger a saúde e preservar a autonomia ao longo do envelhecimento.
Saiba mais a seguir!
Como o sedentarismo interfere na saúde?
A redução dos movimentos ao longo do dia pode provocar consequências que vão além do ganho de peso. A falta de atividade física contribui para a perda de força muscular, pode comprometer o equilíbrio e dificultar tarefas como levantar da cadeira, subir escadas ou caminhar por distâncias maiores. Com o tempo, essas limitações podem reduzir a independência e tornar atividades comuns mais desgastantes.
O problema pode se intensificar quando o idoso passa muito tempo sentado e começa a evitar atividades por receio de sentir cansaço ou dor. Aos poucos, a redução dos movimentos pode diminuir ainda mais o condicionamento físico, criando um ciclo de perda de capacidade funcional. Esse processo pode fazer com que a pessoa se movimente cada vez menos e dependa de mais ajuda para realizar tarefas que antes faziam parte de sua rotina.
Por isso, como pontua o Doutor Yuri Silva Portela, manter algum nível de movimento compatível com as condições individuais é importante. Atividades cotidianas, exercícios orientados e caminhadas podem fazer parte da rotina, desde que sejam adequados à capacidade e às limitações de cada pessoa. A regularidade também é importante, pois manter o corpo ativo ajuda a preservar habilidades necessárias para a realização das atividades diárias.
Por que alimentação e hidratação merecem atenção?
Com o envelhecimento, alterações no apetite, na percepção de sede e na própria rotina podem fazer com que algumas pessoas passem a comer ou beber menos. Quando isso acontece de maneira persistente, a alimentação inadequada pode contribuir para perda de peso, redução de massa muscular e piora da disposição. Nesse ponto, mudanças no padrão alimentar precisam ser observadas, principalmente quando surgem de forma gradual e começam a afetar a rotina.

A hidratação também pode ser negligenciada, comenta o Doutor Yuri Silva Portela. Esperar a sensação de sede para beber água pode não ser suficiente para algumas pessoas idosas, especialmente em situações de calor ou quando existem outras condições que aumentam a necessidade de acompanhamento. Manter uma rotina regular de ingestão de líquidos pode ajudar a evitar que a baixa percepção de sede resulte em consumo insuficiente ao longo do dia.
O uso incorreto de medicamentos pode aumentar riscos? Saiba com o Doutor Yuri Silva Portela
O uso de vários medicamentos é comum entre pessoas que convivem com diferentes condições de saúde. Entretanto, tomar remédios em horários inadequados, interromper tratamentos por conta própria ou acrescentar medicamentos sem orientação pode gerar problemas. Além de comprometer o tratamento, essas práticas podem aumentar a possibilidade de efeitos indesejados e dificultar o controle das condições de saúde.
Outro risco está na dificuldade de manter uma rotina com muitos horários e doses. Esquecimentos ou duplicações podem acontecer, principalmente quando a pessoa precisa administrar diversos medicamentos diariamente. Com isso em vista, organizar a rotina e manter os profissionais informados sobre tudo o que está sendo utilizado é importante. Uma lista atualizada dos medicamentos pode facilitar a conferência durante consultas e reduzir o risco de informações importantes serem esquecidas.
Na avaliação geriátrica, o Doutor Yuri Silva Portela informa que esse cuidado ganha ainda mais relevância porque medicamentos podem influenciar o equilíbrio, pressão arterial, sonolência e outros aspectos relacionados à funcionalidade. Rever periodicamente o tratamento pode ajudar a identificar situações que precisam de ajuste. Essa revisão também permite verificar se todas as medicações continuam necessárias e adequadas às condições atuais do paciente.
