Belo Horizonte encerra, nesta quarta-feira, 30 de setembro de 2026, a programação do Setembro Verde, campanha dedicada à defesa dos direitos e à inclusão das pessoas com deficiência. Com o tema “BH sem Capacitismo: pelo Respeito e Protagonismo das Pessoas com Deficiência”, a iniciativa reúne atividades de conscientização, debates, oficinas, apresentações culturais e ações comunitárias em diferentes regiões da capital mineira.
Coordenada pela Subsecretaria de Direitos Humanos e pela Diretoria de Políticas para as Pessoas com Deficiência, a mobilização pretende ampliar o debate sobre as barreiras enfrentadas diariamente por esse público. A programação é promovida pela Prefeitura de Belo Horizonte e inclui ações em espaços públicos, equipamentos da rede socioassistencial e locais de convivência da cidade.
Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, o Setembro Verde é realizado na capital desde 2017. A campanha tem como referência o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro, data voltada à visibilidade das reivindicações e à promoção de uma sociedade mais acessível e participativa.
Atividades de encerramento acontecem em duas regiões
Entre as ações previstas para o último dia da programação está a oficina “Cultivando a Inclusão: Horta e Flores Comunitárias”, no bairro Santa Helena. A proposta integra convivência, participação comunitária e reflexão sobre inclusão, usando o cuidado com o espaço coletivo como ferramenta de aproximação entre moradores e pessoas com deficiência.
Também está prevista a roda de conversa “Cuidar para Incluir”, no Centro de Referência de Assistência Social Mariano de Abreu. O encontro é direcionado a mães atípicas e familiares de pessoas com deficiência, público que frequentemente participa da rotina de cuidados, acompanha o acesso a serviços e enfrenta desafios relacionados à inclusão social.
As atividades de encerramento complementam uma programação realizada ao longo do mês em diferentes pontos de Belo Horizonte. Entre os locais que receberam ações estão a Praça da Estação, a Praça Sete, a Praça da Liberdade, a Biblioteca Pública Infantil e Juvenil e equipamentos da rede socioassistencial.
O que é capacitismo
Capacitismo é o preconceito ou a prática que reduz a autonomia, a capacidade ou o valor de uma pessoa em razão da deficiência. Ele pode aparecer em atitudes, comportamentos, regras, estruturas e formas de comunicação que dificultam a participação plena na vida social.
O conceito abrange mais do que a existência de obstáculos físicos. A campanha chama atenção também para barreiras digitais e comportamentais, que podem limitar o acesso a informações, serviços, espaços públicos, oportunidades de trabalho, atividades culturais e relações de convivência.
Ao colocar o tema em debate, o Setembro Verde busca reforçar que as pessoas com deficiência devem ser reconhecidas como sujeitos de direitos e protagonistas das decisões que afetam suas vidas. A inclusão, nesse sentido, depende da eliminação de barreiras e da garantia de participação em igualdade de condições.
Campanha destaca direitos e participação social
A iniciativa municipal combina informação, diálogo e atividades comunitárias para aproximar a pauta da população. A escolha de praças, bibliotecas e unidades da assistência social amplia o alcance das ações e leva a discussão para espaços frequentados por moradores de diferentes regiões de Belo Horizonte.
Além de promover conscientização, a programação cria oportunidades para que familiares, profissionais da rede pública e pessoas com deficiência compartilhem experiências sobre cuidado, autonomia e acesso a políticas públicas. A roda de conversa em Mariano de Abreu, por exemplo, concentra atenção nas vivências das mães atípicas e dos familiares, enquanto a oficina no Santa Helena aposta na participação coletiva.
Com o encerramento em 30 de setembro, a campanha reforça que o combate ao capacitismo não se limita ao período de mobilização. O enfrentamento do preconceito e a construção de uma cidade mais inclusiva dependem de mudanças contínuas nas atitudes, nos serviços e nos ambientes físicos e digitais. Em Belo Horizonte, o Setembro Verde consolida esse debate como parte da agenda de direitos humanos do município.
