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Minas Gerais

Corrida pelo governo de MG esquenta: quem são os candidatos que podem mudar o rumo do estado em outubro

Diego Velázquez
Diego Velázquez 2 horas ago
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A disputa pelo Palácio Tiradentes reúne nomes de diferentes espectros políticos, com pesquisas apontando um campo indefinido e cheio de reviravoltas até as convenções

Com o primeiro turno das eleições marcado para 4 de outubro, a corrida pelo governo de Minas Gerais entrou em uma fase decisiva. O estado, que abriga o segundo maior colégio eleitoral do país, vive uma disputa que ainda não tem favorito consolidado, mas já desenha um painel com candidatos de perfis bastante distintos. A saída de Romeu Zema (Novo), impedido de concorrer por estar no segundo mandato, abriu um vácuo político que diferentes partidos tentam preencher, e as movimentações recentes revelam tanto alianças em formação quanto rachaduras que ainda podem redefinir o tabuleiro.

A importância do estado vai além das suas fronteiras: quem vence em Minas costuma influenciar diretamente o resultado presidencial, e tanto o campo de Lula quanto o do bolsonarismo enxergam o estado como peça estratégica. É nesse contexto que os pré-candidatos se posicionam, buscam palanques e tentam transformar popularidade regional em votos de outubro.

Cleitinho na frente, mas sem o apoio do PL

O senador Cleitinho (Republicanos) aparece como líder nas pesquisas de intenção de voto já divulgadas para 2026. Com forte presença nas redes sociais e discurso direto, ele construiu uma base popular fora dos círculos tradicionais da política. Sua trajetória é incomum: antes de atuar no Senado, ele foi deputado estadual de 2019 a 2023, ingressou na política como vereador em Divinópolis, sua cidade natal, é empresário do ramo do varejo, cantor e compositor, com 43 anos e um discurso contra “mordomias”. MetrópolesGraciagrapilha

Apesar do desempenho nas sondagens, Cleitinho ainda não tem apoio formal do PL, partido de Jair e Flávio Bolsonaro, o que é visto como peça-chave para consolidar uma candidatura competitiva à direita. Ele agrada parte da ala de conservadores, mas ainda não ganhou o apoio de Nikolas Ferreira (PL), deputado federal com forte influência dentro da legenda. A pesquisa Genial/Quaest, realizada entre os dias 22 e 26 de abril de 2026 com 1.482 entrevistados, mostra que Cleitinho lidera os três cenários estimulados em que aparece, com pelo menos 15 pontos percentuais de vantagem para os demais. Nas simulações de segundo turno, Cleitinho venceria Kalil, Pacheco, Mateus Simões e Flávio Roscoe. MetrópolesGazeta do Povo

Do lado da direita moderada, Mateus Simões (PSD) chega como candidato do próprio governo estadual. Advogado e professor, ele foi eleito como vice em 2022 pelo Partido Novo, mas filiou-se ao PSD em novembro de 2025 para a disputa estadual em 2026. O vice-governador assumiu o Executivo com a desincompatibilização de Zema e conduz o Programa Governo Presente, que levou a sede do Executivo estadual para o interior de Minas ao longo de 2026. Em junho, o município de Passos, no Sudoeste mineiro, recebeu a estrutura do governo estadual por alguns dias. Entre os anúncios feitos durante a visita estava a construção de uma nova sede da Delegacia Regional de Polícia Civil, com investimento superior a R$ 6,1 milhões. GraciagrapilhaEstado de Minas

Pacheco, Kalil e os nomes do campo progressista

O senador Rodrigo Pacheco é hoje o principal nome associado ao campo lulista em Minas. Próximo ao presidente Lula, ele tem dado sinais cada vez mais claros de que pretende disputar o governo estadual, embora ainda enfrente impasse partidário. Após o presidente Lula indicar André Messias para o STF, Pacheco pode seguir na vida política, já que seu mandato como senador se encerra neste ano. MetrópolesExame

Alexandre Kalil (PDT), por sua vez, traz o capital político de quem administrou Belo Horizonte por dois mandatos. Ex-prefeito de Belo Horizonte entre 2017 e 2022, ele disputou o governo pelo PSD em 2022, quando Romeu Zema se reelegeu no primeiro turno. Em outubro de 2025, filiou-se ao PDT. Kalil mantém forte presença na capital, mas precisa ampliar sua penetração no interior para construir uma candidatura competitiva em todo o estado. Graciagrapilha

Outros nomes completam o campo: Gabriel Azevedo (MDB), advogado, jornalista e mestre em Direito, eleito vereador de Belo Horizonte em 2016 e reeleito em 2020, tentou a prefeitura da capital em 2024, mas terminou em quarto lugar. Seu principal entrave está no interior de Minas Gerais, onde seu grau de conhecimento é menor do que na capital. No campo da esquerda alternativa, Túlio Lopes (PCB) é professor da UEMG e deve representar um campo alternativo ao bloco liderado pelo PT, com candidatura mais programática e menor estrutura partidária. GraciagrapilhaMetrópoles

O que está em jogo para Minas

A eleição de outubro não se resume à escolha de um governador. Minas é o campo onde a polarização nacional encontra seu teste mais rigoroso. Minas abriga o segundo maior colégio eleitoral do país e tem histórico de influência no resultado presidencial, por isso há expectativa de que a disputa estadual seja diretamente nacionalizada, com palanques alinhados aos presidenciáveis. Metrópoles

Para o eleitor mineiro, a questão central vai além das pesquisas: qual dos candidatos terá condições reais de continuar, ou reverter, os projetos em andamento no estado? O calendário eleitoral pressiona para que alianças sejam fechadas até agosto, quando acontecem as convenções partidárias. Até lá, o cenário promete novas entradas e saídas, com Minas confirmando seu papel de arena decisiva da política nacional.

Fontes: Metrópoles | Gazeta do Povo | O Tempo | Estado de Minas

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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