Minas Gerais está entre os oito estados que poderão receber novas estruturas de telecomunicações por meio de um projeto financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A instituição aprovou R$ 72,9 milhões para uma iniciativa da empresa Highline, destinada a ampliar a cobertura móvel de alta capacidade em 131 localidades brasileiras.
O financiamento utiliza recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST). De acordo com a Agência BNDES de Notícias, o plano inclui a construção de 120 torres e a aquisição de 94 Estações Rádio Base (ERBs) compatíveis com as tecnologias 4G e 5G.
Minas Gerais está entre os estados beneficiados
Além de Minas Gerais, o projeto alcança Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Bahia. A divulgação do BNDES não detalha, no conteúdo utilizado, quais municípios mineiros receberão as estruturas nem apresenta um cronograma individual para cada localidade.
O alcance previsto inclui 13 favelas dentro do conjunto de 131 localidades. A presença dessas comunidades no projeto indica que a expansão planejada não se limita a grandes centros ou áreas tradicionalmente atendidas por redes móveis, embora a fonte oficial não informe a distribuição exata das torres e estações entre os estados e localidades.
Como funciona a expansão da rede
As torres de telecomunicações e as Estações Rádio Base são parte da infraestrutura que permite a conexão de celulares e outros dispositivos às redes móveis. Na prática, as ERBs fazem a comunicação entre os aparelhos dos usuários e a rede das operadoras, enquanto as torres dão suporte à instalação dos equipamentos responsáveis pela transmissão do sinal.
A previsão de uso de equipamentos compatíveis com 4G e 5G relaciona o projeto tanto à ampliação do acesso à internet móvel quanto ao aumento da capacidade de conexão. A combinação pode favorecer o atendimento de localidades que ainda precisam de novas estruturas para melhorar a disponibilidade de serviços digitais, sem que o anúncio permita antecipar a velocidade ou a qualidade que será obtida em cada área.
O projeto também envolve a expansão física da rede. Por isso, seus efeitos dependem da implantação das torres, da instalação das estações e da integração desses equipamentos à infraestrutura de telecomunicações. O comunicado do BNDES informa o que será construído e adquirido, mas não estabelece uma data de conclusão para todas as etapas.
Recursos do FUST apoiam conectividade
O FUST foi criado para apoiar iniciativas de universalização dos serviços de telecomunicações. Neste caso, os recursos foram direcionados a um financiamento aprovado pelo BNDES para ampliar a cobertura móvel em diferentes regiões do país, incluindo comunidades classificadas no anúncio como favelas.
O uso do fundo vincula o investimento a uma política de expansão do acesso às redes de comunicação. Para moradores e negócios das localidades contempladas, a instalação de novas estruturas pode representar uma condição adicional para utilizar serviços que dependem da conexão móvel, como comunicação, acesso a plataformas digitais e atividades econômicas pela internet. A fonte, porém, não estima o número de pessoas alcançadas nem detalha os impactos econômicos esperados.
Projeto tem alcance nacional
Embora Minas Gerais esteja entre os estados atendidos, a iniciativa foi estruturada para alcançar diferentes regiões brasileiras. A distribuição em oito estados mostra que o financiamento não está concentrado em uma única área e busca apoiar uma expansão mais ampla da infraestrutura de internet móvel.
Segundo a Agência BNDES de Notícias, a aprovação ocorreu em 2 de outubro de 2026. Até a divulgação do financiamento, estavam confirmados o valor dos recursos, a origem no FUST, a empresa responsável pelo projeto, o número de localidades e a quantidade de torres e estações previstas. Informações sobre o início das obras, a localização precisa das estruturas e a entrada em operação das redes ainda não foram apresentadas no anúncio oficial.
