Minas Gerais vive um dos períodos mais movimentados de sua história eleitoral recente.
Com o encerramento do prazo para registro de candidaturas nos partidos, quase mil nomes já se apresentaram para disputar as 77 cadeiras da Assembleia Legislativa de Minas Gerais na eleição de outubro. O número, embora expressivo, ainda fica abaixo do registrado no pleito anterior, quando a disputa reuniu bem mais concorrentes pelas mesmas vagas.
Como funciona a corrida pelas vagas estaduais
Cada legenda pode registrar até 77 postulantes ao cargo de deputado estadual, o mesmo total de cadeiras disponíveis na Casa. Até por volta das 20h30 de um sábado recente, 988 candidatos já haviam sido registrados para a disputa, com os partidos tendo prazo até a meia-noite para lançar as candidaturas no sistema do Tribunal Superior Eleitoral. Passado o horário limite, os números consolidados passam a compor oficialmente o quadro eleitoral do estado. O TEMPO
Comparado ao pleito de 2022, quando 1.411 nomes disputaram as mesmas 77 vagas, o volume de pré-candidatos deste ano é menor. Ainda assim, a disputa segue concorrida, principalmente entre legendas que apostam em pulverizar candidaturas para tentar ampliar sua bancada na Assembleia. O TEMPO
Partidos que mais lançaram nomes
Podemos e Partido Novo lideram o número de postulantes à Casa Legislativa mineira, com 78 registros cada um, valor que corresponde ao teto permitido por legenda, incluindo a reserva de vagas para candidaturas femininas. Esse movimento reflete uma estratégia comum em anos eleitorais: quanto mais candidatos um partido lança, maior a chance de aproveitar sobras de votos dentro do sistema proporcional e eleger representantes mesmo com votação individual menor. O TEMPO
Minas Gerais elegerá, além dos 77 deputados estaduais, um novo governador, um vice-governador, dois senadores e 53 deputados federais no dia 4 de outubro. O atual governador do estado não pode concorrer à reeleição por já ter cumprido dois mandatos consecutivos, o que abre uma disputa mais aberta pelo comando do Palácio Tiradentes. Caso nenhum candidato ao governo ou à presidência alcance maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno, o segundo turno acontece no dia 25 de outubro.
O que muda para o eleitor mineiro
Com o fim do período de convenções partidárias, que se estendeu de julho ao início de agosto, os partidos já podem veicular propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão a partir de meados deste mês. Esse período costuma marcar a virada de chave nas campanhas, quando os candidatos deixam de circular apenas em eventos internos das legendas e passam a se apresentar diretamente ao eleitorado por meio dos horários oficiais.
Para o eleitor de Belo Horizonte, Uberlândia, Juiz de Fora e das demais regiões do estado, a multiplicação de candidaturas à Assembleia tende a significar um número maior de opções nas urnas, mas também exige atenção redobrada na hora de pesquisar propostas e histórico dos concorrentes antes de decidir o voto.
Próximos passos até outubro
Nas próximas semanas, a expectativa é de que o Tribunal Superior Eleitoral publique os números consolidados e oficiais de candidaturas, já com eventuais indeferimentos e substituições processados. Até lá, os partidos ainda podem ajustar coligações e realizar movimentações de última hora, um cenário recorrente em anos de eleição geral, quando a disputa por Estados e pela Presidência da República acontece simultaneamente.
A movimentação em torno da ALMG também deve se intensificar à medida que o primeiro turno se aproxima, com debates, entrevistas e a divulgação de propostas voltadas a temas caros ao eleitor mineiro, como segurança pública, saúde, geração de empregos e infraestrutura nas cidades do interior.
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