Aeroporto de Confins se consolidou como a maior malha aérea doméstica do país após mais de uma década de expansão
O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, completou, no dia 12 de agosto, 12 anos de concessão à BH Airport. Ao longo desse período, o terminal mineiro movimentou 131,5 milhões de passageiros, volume equivalente a quase seis vezes toda a população de Minas Gerais, e se consolidou como o quinto maior aeroporto do país em movimentação de passageiros, atrás apenas de Guarulhos, em São Paulo, Congonhas, também na capital paulista, Galeão, no Rio de Janeiro, e Brasília.
Uma década e meia de transformação física
Entre agosto de 2014 e agosto de 2026, o aeroporto recebeu aportes de R$ 1,4 bilhão em investimentos, valor que financiou uma série de intervenções estruturais no complexo. A principal delas foi a construção do Terminal de Passageiros 2, responsável pela maior parcela da expansão física realizada ao longo da concessão e que permitiu reorganizar os fluxos de embarque e desembarque, abrindo espaço para o crescimento das malhas doméstica e internacional de voos.
No lado das operações aéreas, a pista de pousos e decolagens foi ampliada de 3 mil para 3,6 mil metros, mudança que passou a permitir a recepção de voos de longa distância no terminal mineiro. Somando-se a isso, foram instaladas 26 novas pontes de embarque e modernizados os sistemas operacionais e de segurança do aeroporto, investimentos que sustentaram um salto na capacidade de atendimento, de 10 milhões para 32 milhões de passageiros por ano ao longo dos 12 anos de concessão.
O crescimento da malha de voos
Quando a concessão teve início, em 2014, o BH Airport contava apenas com 27 operações comerciais dentro do terminal e mantinha somente duas rotas internacionais regulares. Atualmente, a estrutura reúne mais de 100 estabelecimentos entre alimentação, varejo, serviços e hospitalidade, incluindo seis salas VIP e o Hotel Ruby, inaugurado neste ano na própria área interna do aeroporto, com 45 apartamentos voltados principalmente a passageiros em conexão.
No campo internacional, o aeroporto passou a oferecer nove ligações regulares e sazonais para o exterior, entre elas Lisboa, Cidade do Panamá, Santiago, Orlando, Buenos Aires, Montevidéu e Punta del Este, além de operações sazonais para Bariloche e Curaçao. Já na malha doméstica, o terminal conecta Belo Horizonte a 65 destinos regulares dentro do país, alcançando 26 das 27 capitais brasileiras, o que faz do BH Airport, segundo a concessionária, a maior malha doméstica de todo o Brasil atualmente.
O impacto econômico na região
Além dos números relacionados diretamente à aviação, a concessão também trouxe reflexos importantes para a economia da região metropolitana de Belo Horizonte. Atualmente, mais de 8 mil pessoas trabalham diretamente dentro do complexo aeroportuário, enquanto toda a cadeia econômica associada às operações do aeroporto sustenta mais de 28 mil postos de trabalho distribuídos por 14 municípios do entorno.
Entre 2014 e 2025, o BH Airport recolheu R$ 1,07 bilhão em outorgas destinadas ao governo federal, além de R$ 180 milhões em Imposto Sobre Serviços recolhidos para as prefeituras de Lagoa Santa e Confins, municípios onde o aeroporto está instalado. Esses valores reforçam o papel do terminal não apenas como infraestrutura de transporte, mas também como fonte relevante de arrecadação para os cofres públicos municipais e federal ao longo da concessão.
O próximo ciclo de crescimento
Segundo o CEO da BH Airport, Daniel Miranda, a expectativa da concessionária para os próximos anos é transformar a conectividade já conquistada em novos ganhos para a economia mineira, com foco especial em turismo, comércio exterior e atração de investimentos para o estado. Em 2025, o aeroporto já havia registrado seu maior volume anual de movimentação desde o início da concessão, com 13,3 milhões de passageiros, alta de 7,8% em relação a 2024 e 19,2% acima do patamar registrado antes da pandemia de covid-19.
Para especialistas do setor de aviação civil consultados pela imprensa mineira, a consolidação do aeroporto de Confins como principal hub do interior do país nos próximos anos deve depender diretamente da continuidade dos investimentos em infraestrutura e da capacidade da concessionária de atrair novas companhias aéreas e rotas internacionais para o terminal mineiro.
Fontes:
https://diariodocomercio.com.br/variedades/bh-airport-concessao-r-14-bi-investidos/
